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PSOL DE MILITÂNCIA ROMPENDO O SILÊNCIO, APRESENTA PLÍNIO PRESIDENTE E ODAIR GOVERNADOR.

março 28, 2010

Márcio Souza

A política Sergipana tem sido marcada pela ação de grupos conservadores, representantes das forças do latifúndio de oligarquias, contudo, há espaços de resistência de esquerda a exemplo da eleição presidencial de 1946 quando o candidato do PCB Iedo Fiuza, venceu as eleições em Aracaju, como também todos os esforços de enfrentamento e resistência a ditadura, onde Estância foi uma trincheira.

Refletindo sobre especificamente o período dos últimos trinta anos, em Sergipe, destacamos a sucessão de governos desde Augustos Franco, 1977 até 2006 com  João Alves. Nesse período registra-se uma sucessão ininterrupta das forças conservadores. (João/Valadares/João/Albano/Albano/João).

Contudo com a luta pelo processo de redemocratização, forças populares e de esquerda começam a se organizar e a intervir no cenário político, sobretudo nos anos 1980, começando a disputar eleições em Sergipe a partir 1982, através do PT e PC do B, já em 1994 e 1996, com a presença do PSTU, esforço que resultou na eleição de parlamentares e fortalecimento dos movimentos sociais.

Apesar que desde 1994, aprofundou-se a concepção de ampliação do arco de aliança, no ano de 2000, a conjuntura favoreceu a aglutinação de uma frente de esquerda formada por PT, PC do B, PSTU e PCB conseguindo eleger o prefeito da capital Marcelo Dedá, com o apoio de forças do campo popular na figura de Jackson Barreto, sem integrar formalmente a coligação, deste momento em diante não houve mais identidade programática capaz de aglutinar forças de esquerda para configuração da frente.

Já em 2002, 2004(Dedá) e 2008(Edvaldo-PC do B) adota-se de forma definitiva a estratégia em nome da governabilidade “ampliar para governar” seguindo uma tendência nacional.

Destacamos que Sergipe foi uns dos ultimo estados nordestinos a experimentar um governo “progressista”, com a eleição do gov. Deda, eleito em 2006 para o mandato (2007-2010), mas com viés totalmente de centro-direita.

A ESQUERDA EM SERGIPE, PÓS TRAIÇÃO DO PT, PC DO B. E A INSERÇÃO DO PSOL NO CENÁRIO POLÍTICO SERGIPANO.

A eleição de 2000, para prefeito de Aracaju, foi à última vez em que as forças de esquerda tiveram uma ação unificada (PT, PC do B, PSTU e PCB). Com a opção de conciliação de classe do PT/PC do B, o PSTU que desempenha um papel de resistência e luta, junto à organização dos trabalhadores do petróleo, além da busca de inserção nos movimentos sociais e demais categorias sindicalizadas, acumula força ocupando espaço a esquerda nos processos eleitorais.

Em 2005, o PSOL por sua vez formaliza-se e logo se transforma em abrigo da esquerda socialista, e em Sergipe não é diferente, buscando aproximação dos partidos de esquerda em torno de um programa mínimo para o Brasil, que se cristaliza em 2006, com a candidatura de Heloisa Helena, já em Sergipe sem acumulo de forças e de militância a direção do PSOL efetua uma aliança possível com o PSTU, de forma acertada para o momento, cedendo a cabeça de chave para o PSTU, destacando no período o crescimento do setor social mais efetivo que é a  juventude universitária que milita no PSOL.

Em 2008, fruto do processo de organização conquistado o PSOL consegue fincar bandeiras no interior do estado, inclusive lançando chapas majoritárias em município como: Estância, com aliança com PCB, Pirambu, Laranjeiras, Japaratuba, contudo, na capital principal vitrine e palco dos debates políticos da correlação de força, ainda não se consegue viabilizar uma candidatura majoritária do Partido o que prejudicou a visibilidade do nosso ideário, pelo espaço que uma candidatura majoritária proporciona, sendo apenas possível uma aliança com PSTU e novamente não conseguindo agregar o PCB, na frente de esquerda.

2010: TÁ NA HORA DO PSOL MOSTRAR A CARA E FAZER O CONTRAPONTO A POLARIZAÇÃO DEDA/JOÃO.

Por mais que seja conflitante o espectro do debate interno do PSOL, instalado após o seu 2º Congresso, por outro lado é uma grande vitória para a base do partido ás previas que estão acontecendo entre os pré-candidatos a presidente da república: Bába, Martiniano e Plínio, pois oxigena e democratiza e enriquece o debate no conjunto da militância.

Em Sergipe onde não há divergências profundas das correntes aqui militantes, poderíamos ter acumulado debate sobre o projeto político para 2010, iniciado logo após o congresso, pois pavimentaria um caminho para inserção de nossas candidaturas no cenário político, sobretudo, do debate programático envolvendo setores sociais combativos mais próximos, mais a não aconteceu.

Então foi encaminhado pela direção um caminho de construção coletivo e democrático, a partir de um cronograma de encaminhamentos que incluiu a criação já em novembro de Grupo de trabalho eleitoral, com a produção de documento, de esforço para dialogo com PSTU e PCB (onde inclusive foi marcada conversa com o PSTU mas não ocorreu); consulta as bases, isto é, aos núcleos, para identificar as possíveis candidaturas e finalmente a consulta aos companheiros indicados pela militância, para cumprir tarefa de candidaturas majoritárias, Sendo que a definição desse ciclo será encerrado em nossa conferência eleitoral estadual.

Dos companheiros indicados Dalvacir e Heitor, ambos apresentaram impossibilitado devido a restrições com a justiça eleitoral, Núbia não manifestou interesse imediato, mais poderia cumprir se o partido assim solicitasse, e por outro lado houve a disponibilidade do companheiro Odair ainda que âmbito interno para encarar uma candidatura.

Num ambiente definido de termos candidatura própria a presidente da república, o que é positivo e estimulante, e que uma das pré-candidaturas favorece mais de perto nosso estado, a candidatura do companheiro Plínio de Arruda Sampaio, que soma apoios de forma crescente a cada dia.

É imprescindível neste momento que apresentemos a sociedade sergipana uma candidatura militante do PSOL para governador, para mostrar a contradição do governo Deda/Albano, e o projeto opressor de João, despertando a consciência de classe através dos espaços, e mostrando um projeto das reivindicações imediatas dos trabalhadores e do povo oprimido, como também de reformas dentro do capital que choque a burguesia causando um desequilíbrio na correlação de força e que pela sua dinâmica possibilite questionamento ao sistema.

Só uma candidatura a governo de Sergipe oriunda do PSOL, nos oportunizará através da campanha eleitoral ganhar mentes e corações para agregar ao projeto socialista e revolucionário, assim somando ganhos para continuar as lutas cotidianas e educando e organizando os trabalhadores, por isso lançamos a pré-candidatura a governador de Sergipe do companheiro Odair Ambrósio, que tem dado sua contribuição ao debate e a organização de nosso partido aqui em Sergipe, ocupando inclusive o cargo de vice-presidente estadual, com grande disponibilidade e que tem nossa confiança, que certamente cumprirá a contento está tarefa tão importante para unificar os esforços da militância do PSOL, e de crescimento da esquerda socialista, fortalecendo as candidaturas proporcionais, buscando entendimento e envidando esforços para se possível à formação da frente de esquerda com o PSTU e PCB, em torno do nome do companheiro Odair para governador nas eleições 2010.

Estância/SE, 20 de março de 2010.

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